Tirolesa pode ser uma boa idéia

Concessionária orienta população a evitar as barcas durante o rush

RIO - Depois do tumulto causado por passageiros revoltados com a longa espera nas filas para entrar na estação da Praça XV das Barcas S/A na quarta-feira, a concessionária pediu aos passageiros que evitem usar o transporte entre as 18h30 e 20h, o horário do rush, segundo o RJTV.



Então vamos lá. A Ponte Rio-Niterói está sempre com um trânsito desgraçado. Aí a concessionária das barcas resolve inventar que não tem lugar para todo mundo nos catamarãs.

O que que eles querem? Que nego vá e volte de Niterói nadando?






No one has the guts to shut us ou




E a nova música mais legal do mundo é...


We Are Scientists - After Hours

This door is always open
This door is always open
No one has the guts to shut us out
But if we have to go now
I guess there’s always hope that
Some place will be serving after hours

This night is winding down but
Time means nothing
As always at this hour
Time means nothing
One final final round cos
Time means nothing,
Say that you’ll stay
Say that you’ll stay

We’re finally drunk enough that
We’re finally soaking up
The hours that everyone else throws away
And if we have to go now
I guess there’s always hope,
Tomorrow night will be more of the same

This night is winding down but
Time means nothing
As always at this hour
Time means nothing
One final final round cos
Time means nothing
Say that you’ll stay
Say that you’ll stay
Say that you’ll stay

We’re all right where we’re supposed to be
We’re all right where we’re supposed to be
We’re all right where we’re supposed to be
Time means nothing
We’re all right where we’re supposed to be
Time means nothing

This door is always open
This door is always open
No one has the guts to shut us out
No one has the guts to shut us out

Time means nothing
Time means nothing
One final final round coz
Time means nothing
Say that you’ll stay
Say that you’ll stay
Say that you’ll stay





Hannah Montana

Miley Cyrus - Atriz diz ter medo de virar piada


Well, too late for that.




Mas eu acho Jonas Brothers bacana.

um momento pós total

A merda de operar é que bate um tédio depois. E no meu caso, eu não posso levantar o braço, o que torna o tédio maior ainda. Eu não sinto dor, o que é bom mas eu acho ruim. Porque aí eu não sei meus limites e às vezes fico achando que eu mexo o braço demais. Mas outras vezes acho que eu mexo o braço de menos e fico paranóica achando que vou fuder meu ombro por falta de movimentos.

Outra questão de diminuir os peitos é que eu acho que eu vou perder a força. Tipo Sansão. Acho inclusive que eu estou perdendo todo meu lado macho de ser e me tornando mulherzinha. Tudo bem, o excesso de palavrões ainda existe e não deixei de gostar de futebol (aliás fiquei meia hora conversando sobre futebol com o anestesista antes da operação, que ele também tinha passado pela péssima experiência de ver o Fla tomar um sacode do Resende no Maraca). Mas eu fico pensando em comprar roupas e eu odeio fazer compras. Acho que é normal pensar que agora eu vou poder usar um tomara-que-caia, mas eu não preciso pensar muito nisso. Sei lá, deve ser o excesso de episódios de Grey´s Anatomy que eu já assisti que estão fazendo em ficar mulherzinha temporariamente. Aliás, estou arrasada om Grey´s e Gossip Girl. A Izzie não podia ficar doente e o Nate nunca deveria ter voltado com a Blair. A Vanessa com o Chuck, tudo bem, eu sempre soube que ela era uma vagabunda. E acho que hoje é dia de ver House e Jack Bauer para equilibrar.

A merda agora vai ser todas as minhas amigas achando que eu vou super arrasar e ficar com qualquer meia tigela que aparece na minha frente. Primeiro, essa fase da minha vida de pegar qualquer meia tigela já passou. Estou velha, chata e exigente, não tenho mais paciência para isso. Sou a favor da monogamia agora. E segundo, por que peitos fazem diferença? A minha cara continua a mesma. Eu admito que eu cheguei a conclusão que para ser jornalista eu tenho que ser gostosa e vou tentar mudar essa condição na minha pessoa, mas em função da profissão, não de pegar mais ou menos homens. Tem muita mulher feia nas baladas que passam o rodo enquanto eu fico quieta, mas não tem uma jornalista esportiva feia. Falando assim parece que eu operei para ficar gostosa e ser contratada pela Globo. Não, eu operei para me sentir mais confortável e conseguir comprar sutiãs sem dificuldade. O que volta para o fato de que sim, eu sou mulherzinha.

Aliás, esse é um rótulo que eu não posso mais negar. Eu sou macho mas sou mulherzinha. A minha capacidade de falar palavrão e xingar um juiz de futebol (ou o Obina, tanto faz) é diretamente proporcional a minha capacidade de chorar assistindo Grey´s Anatomy, Gossip Girl ou quaquer comédia româtica com a Drew Barrymore ou o Adam Sandler. E eu namoraria o Seth Rogen porque ele tem exatamente o senso de humor que eu gosto. Ou seja, de um ogro.




vai capitão planeta


E aí que o Globo On Line resolveu entrar na moda da Hora do Planeta e "apagar" a página inicial do site, colocando o fundo todo preto e letras azuis e cinzas.

Das duas, uma.

Ou alguém acordou de mau humor e quis afastar todos os usuários do site.

Ou eles tiveram patrocínio de algum oftalmologista e resolveram causar deslocamentos de retina nas pessoas.




moro num país tropical, abençoado por deus e bonito por natureza. mas nem sempre.




Eu não vou na praia. Tá, eu vou. Umas 3x por ano. Sou branca que nem papel mas não estou nem aí. Odeio sentir calor, ficar suada, cozinhando. E olha que não sou daquelas que liga para o "ambiente". Ou seja, cago para a suburbanada toda e não faço a mínima questão de ir para um Posto 9 da vida para "ver gente bonita". Eu saio por mim e pelos meus amigos, não por desconhecidos a minha volta. Mas a questão não é essa.

A questão é que eu gosto de praia e de mar. Acho o barulho relaxante, o visual bonito e eu até gosto de brincar com areia. O problema é que eu não gosto de praia cheia, assim como não gosto de boates lotadas, de shopping lotado, de bares lotados, de ônibus cheio. Só gosto de shows cheios e Maracanã lotado. E metrô. Pode ser estranho, mas eu não me importo com o metrô cheio. Deve ter alguma explicação freudiana para isso, mas enfim.

(eu tenho que admitir que um dos motivos que eu implico com as praias daqui é porque tem onda e eu tenho medo do mar. Pronto, falei, eu sou medrosa pacas)

Aí esse final de semana eu fui para Arraial do Cabo, numa family trip. Não era exatamente Arraial do Cabo, era no clube da Aeronáutica que fica em Figueira, que se localiza há 10km de Arraial do Cabo, na beira da Lagoa de Araruama. E que lugar lindo. A lagoa é linda, a praia em frente era linda e o passeio de barco que pegamos em Arraial foi lindo. E o melhor de tudo, não estava um calor dos infernos. A água nas ilhas era tão clarinha e tinha peixinhos e não tinha ondas. Tudo bem que rolou um momento "vamos entrar na gruta de barco" que eu fiquei tensa, mas passou.

No sábado à noite, fomos jantar em Cabo Frio. Nada demais, mas tinham barracas de churros. Uma do lado da outra. A primeira com 60 sabores, a segunda com 80 e a terceira com 90. E eu achei isso engraçado, além do fato de que os churros eram enormes e faziam um formato de piru com o recheio e granulados por cima.

O que dá raiva é que essa beleza toda não vale a pena. Eu não gosto de morar aqui, principalmente nas horas que tem tiroteios na minha cabeça (eu moro em Copacabana, o mais novo centro das atenções da cidade). Eu realmente acho que o país não tem jeito e que quem pode deve se mandar. É uma pena, porque o país e a minha cidade são únicas, mas na hora de pôr na balança os prós e contras, a qualidade de vida ganha da praia no final de semana.

Bom, muito mais coisa aconteceu, mas eu estou com preguiça de escrever. E de colocar fotos no Flickr. Porque eu ando preguiçosa mesmo.



medos

Vamos queimar meu filme hoje? Vamos!!!

Eu sei, sou uma pessoa forte, deslocada, bacana, que fala um monte de palavrão, que fala pornografia, que já teve 3 piercings (incluindo um no mamilo), que limpa privada, que não tem medo nem de ratos nem de barata maaaasssss...

...que morre de medo de tirar sangue.

Aí que hoje de manhã eu fui fazer um bendito exame de sangue. Chamaram meu nome, entrei na salinha e já avisei que é difícil pegar minha veia. A mulher foi ótima, testou os dois braços para ver aonde era mais fácil. Escolheu o braço direito. Colocou o torniquete e eu fechei a mão olhando para o outro lado, obviamente. Eu senti que ela ficou procurando a veia, mas não estava doendo então não reclamei. Foi quando ela me perguntou:

- Tá sentindo dor?

E eu respondi.

_ Não. Mas minha mão que está doendo de tanto apertar.

- Ah, é por isso. Você está apertando demais a sua mão, está travando o braço e eu não consigo tirar seu sangue.

Minha cara foi aonde né. A mulher ria da minha cara e eu ria de vergonha. Ela foi trocar de braço e ainda falou para mim para não apertar a mão dessa vez. E foi super fácil, saíram 5 tubinhos de sangue numa rapidez incrível. Mas eu continuei olhando para o outro lado, obviamente.




Loser manos ou será que eu tenho memória seletiva?

E aí que o Los Hermanos vai abrir para o Radiohead. Eu nunca tive vontade de assistir o Radiohead e minha cota Los Hermanos acabou faz tempo depois de mais ou menos uma dezena de shows. Conheço bastante gente que vai gastar uma fortuna só por causa deles e acho até injusto devido a importância de uma banda como Radiohead. Mas a questão não é essa.

Outro dia eu estava pensando na minha vida de Los Hermanos. Gostava muito, sabia todas as músicas e até ainda ouço algumas bem raramente. Eu lembro que eu sabia cantava todas as músicas nos shows, mas não da forma xiita digna dos insuportáveis fãs fanáticos. Mas eu parei para pensar nos shows, aonde aonteceram, com quem eu estava, se houve algum momento marcante e eu não consigo. Eu lembro do show que eu acho que foi o primeiro que eu fui, no MAM, no Tim Festival. Lembro que teve um no Circo, que eu lembro mais das pessoas que eu encontrei do que do show em si. E lembro de um no Canecão. E não consigo lembrar do resto. E eu sei que foram uns 8 ou 9 que eu fui.

Eu lembro perfeitamente de tudo do show do Foo Fighters, em Gales. Lembro de momentos da apresentação do Arcade Fire, também em Gales. Lembro do Pearl Jam, do Green Day. Lembro detalhes de shows do Noção e Dead Fish. E até shows menores, como Matanza e Marcelo D2 eu lembro mais do que os do Los Hermanos.

Ainda não consegui descobrir o porquê que a minha memória falha com uma banda que eu ouvi tanto na minha vida. Talvez por terem sido tantos, eles acabaram não significando nada como significou o do Foo Fighters, por exemplo, que foi o melhor show da minha vida. Talvez porque as músicas não têm mais importância nenhuma na minha vida e, admito, hoje acho algumas coisas bem ridículas. Talvez até eu nunca tenha gostado realmente mas era levada pela maré e acabava achando que aquilo era algo que valesse a pena. Ou talvez eu tenha memória seletiva e vou deletando as coisas que não têm mais importância nenhuma.

Sinceramente, eu não sei. O que eu sei é que eu hoje eu acho a banda levemente insuportável, completamente sem sentido e que todas as minhas memórias relacionadas a eles estão indo embora.



a máquina de lavar

Essa semana deu uma polêmica aí porque o Papa Beto XV, aka Darth Sidious, falou que a grande invenção para as mulheres foi a máquina de lavar. Eu sei que eu sou mega machista e eu não pedi para nenhuma mulher feia solteirona e sem filhos queimar sutiã por mim há décadas atrás. Mas, acho que pela primeira vez na vida, eu concordo com o Papa.

Vamos pensar nas mulheres normais, bonitas, casadas, com uma prole para criar. Ela quer trabalhar? Tem o direito dela. Mas ela também quer ter uma casa, quer educar os filhos, ter um cachorro chamado Rex e preparar um almoço bacana no domingo de manhã, nem que seja churrasco de salsicha. O que as feministas feias solteironas e sem filhos não conseguem entender é que a mulher quer trabalhar mas também quer ter tempo para casa e pros filhos. E ela tem que aprender a equilibrar as duas coisas. E qual foi a primeira coisa que fez a mulher ter mais liberdade, até para ler a cultura inútil da Cosmopolitan e se achar bacana?

Voilá, a bendita máquina de lavar. Junto com o ferro de passar e todas as outras invenções que fizeram a mulher ter mais tempo para realizar outras coisas além das tarefas de casa. Diminuindo o tempo delas dentro de casa, ela pode ler mais, sair mais de casa, e consequentemente, pensar. E pensando, ela pode começar a ter uma vida profissional.

Muita gente fala que foi a pílula, mas acho que os anticoncepcionais só fizeram a mulher transar para cacete e ter menos filhos. Mas não acrescentou nada intelectualmente. E eu acho que crescimento intelectual é muito mais importante que qualquer outra coisa. E nisso entra o machismo escroto velado que existe no Brasil. Eu sofro preconceito porque eu entendo de futebol e porque não tenho a mínima vergonha de falar o que eu penso. Eu sou uma das pessoas mais sinceras que eu conheço. Sou criticada principalmente por um monte de mulheres que acham que os seres do sexo feminino não podem falar as mesmas coisas que os homens falam, que temos que ter posturas diferentes. Não adianta a mulher ocupar o mercado de trabalho, ser bem sucedida, trabalhar que nem uma corna e ter um filho mal educado se os homens não se sentem bem perto de mulheres inteligentes.

Ilusionismo

O amigo ontem fez a melhor piada até agora sobre a Suzana Vieira e o namorado mágico de 25 anos de idade. Eu achava que o fato já era uma piada em si, mas aí ele manda essa:

- O melhor é que ele pode fazer ela desaparecer.

Achei genial.



A culpa é do travesseiro

Brasileiro dorme mal e demora a buscar ajuda para resolver o problema, indica estudo

Toda noite, um em cada três brasileiros sofre para pegar no sono. Este é o resultado do mais novo estudo da Sociedade Brasileira do Sono (SBS), que entrevistou cerca de 43 mil pessoas em todo o país. Os problemas financeiros, as questões familiares e os distúrbios de saúde são os principais vilões do descanso dos brasileiros, de acordo com a SBS.

Das pessoas que enfrentam dificuldades para pegar no sono, apenas 15% costumam procurar ajuda de um médico, e, mesmo assim, somente depois de meses de insônia, apontou também o estudo da SBS.




Quem faz parte desse 1/3 da população que sofre com insônia diga eu!

EEEUUU!!!!

Nem preciso falar que eu faço parte dos 85% que não procuram ajuda, né?



ahm?

Candidata, Dilma recorre a Deus e vai à missa do padre Marcelo Rossi



Engraçado, eu sempre achei que comunista fosse ateu.

Mas o que as pessoas não fazem para ter poder né. Trocam assalto a banco por uma visitinha na missa do "padre" mais influente do país.

Eu acho que eu saio do país se esse cerumano for eleito.

Coleções

Hoje eu descobri que colecionar coisas inúteis é um fator genética na família.

Eu tenho minha famosa coleção de copos e canecas. Já virou hábito comprar pelo menos um copinho em todo lugar que eu vou. E minha família acabou adquirindo o hábito de comprar pelo menos um copinho em todo lugar que eles vão. Ou seja, tem copos e canecas da França, Inglaterra, País de Gales, Alemanha, Áustria, Honduras, El Salvador, Republica Dominicana, EUA, Japão, Holanda, Bolívia, Nicarágua, Argentina e acho que só. Fora copos de bares e bebidas e times de futebol e fofinhos e bonitinhos. Eu inclusive sei o que eu vou fazer com eles quando eu tiver minha própria casa, tipo item de decoração. E não deixo ninguém tocar, morro de medo de quebrar algum.

Além disso, eu tenho uma coleção de cartão postal, apesar que eu acho que essa é uma coleção meio clichê, todo mundo que viaja muito acaba tendo uma também.

Pois bem. Hoje eu ajudei a minha mãe a tirar do armário umas coisas das minhas irmãs que ainda entulham a minha casa sendo que elas saíram daqui há 12 anos. Eu não tenho espaço para os meus entulhos por culpa delas que nem moram mais aqui. Mas enfim, o objetivo era tirar os delas para colocar os meus. Mas a questão não é essa.

A parada é que a gente descobriu uma porrada de coleção. Tem uma caixa grande e pesada só de chaveiro. E pastas e pastas de papel de carta. Isso mesmo, papel de carta. E mais um monte de coisa velha que provavelmente vai parar no lixo. Eu entendo que as minhas irmãs viajaram muito mais do que eu (antes deu nascer, detalhe) e é até pertinente elas terem juntado um bando de tralha. Mas papel de carta?

Aí eu lembrei da minha vó. A casa dela era uma coleção ambulante. Tinham 2 cristaleiras na sala cheias de tralha. E tinha uma coluna na parede cheia de pratinhos tipo pires de xícara de café. Fora as coisas antigas tipo telefones que não funcionavam mas serviam de enfeite (um desses telefones está na sala da minha irmã).

Aliás, uma das minhas maiores frustrações vem desse artefatos antigos. Minha vó tinha uma máquina de costura de ferro, hiper pesada, mega velha, numa mesinha da sala. Eu me divertia girando na manivela quando eu era criança (eu me divertia com pouco quando eu era criança). Quando meu avô morreu e minha vó foi morar com a minha tia, ela se desfez daquela tralha toda. E NINGUÉM me perguntou o que eu queria. E eu QUERIA essa bendita máquina de costura. Eu não fiquei nem com a bengala do meu avô que eu sempre falei que queria. Ser muito mais nova é uma merda, ninguém lembra nunca de você. Tá, mentira, tenho que me retratar. Eu fiquei com todos os álbuns de fotos da família, incluindo fotos do meu pai bebê, o que foi há quase 70 anos atrás. Mas se eu lembro bem, eu meio que roubei eles antes até do meu avô morrer, para garantir que eles iam ficar para mim mesmo.

Mas história triste à parte, a minha família tem o verbo colecionar no sangue.


BBB





Isso me lembrou uma coisa.




parabéns



O dia já está acabando, mas ainda é aniversário do Rio.

É um clichê, admito, mas a melhor forma de definir o Rio ainda é "purgatório da beleza e do caos". A cidade que a maioria dos moradores odeia na maior parte do tempo. Violência, falta de emprego e oportunidades, baixos salários, trânsito caótico, sistema de transporte público que não funciona, calor insuportável, pobreza, corrupção e até falta de opções de lazer (só quem mora aqui entende isso).

Mas a cidade que todos amam incondicionalmente. Aqui se fica parado no trânsito admirando a orla ou a enseada de Botafogo, que para mim é o lugar mais bonito do Rio. Aqui não há tantas boas opções de baladas e restaurantes quanto em SP, por exemplo, mas tem um boteco em cada esquina com cerveja gelada. Tem o samba e o funk. Tem o céu azul. Tem o Maracanã e a torcida mais linda do mundo do meu Mengão.

Eu admito que tenho muita vontade de sair daqui. Até porque uma coisa é quase unânime, ninguém tem muita esperança de que a situação vai melhorar. O que é uma pena. Mas a minha carioquice, mesmo que não seja tão forte assim, vai comigo para onde eu for.

Rio de Janeiro, parabéns. E que você consiga contrariar as expectativas e se tornar um lugar melhor. Um lugar que você merece.